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13º salário 2026: prazos, encargos e quanto custa para a empresa
Voltar para o blogTodo empresário sabe que o 13º salário existe. O problema é que muitos só lembram dele em novembro, quando o dinheiro precisa estar no banco.
O 13º é o maior pico de gasto com pessoal do ano. Em poucas semanas, a empresa paga praticamente uma folha extra inteira, e ainda recolhe os encargos sobre ela. Se o caixa de dezembro já é apertado por causa de fornecedores, impostos e férias coletivas, a conta pode não fechar.
Neste artigo, você vai ver os prazos de 2026, quanto o 13º custa de verdade (não só o valor que cai na conta do funcionário) e como se organizar para não precisar recorrer a empréstimo no fim do ano.
Quais são os prazos do 13º salário em 2026?
A lei divide o pagamento em duas parcelas. A primeira deve ser paga até 30 de novembro. A segunda, até 20 de dezembro.
Em 2026 há um detalhe: o dia 20 de dezembro cai em um domingo. A orientação é antecipar o pagamento para o último dia útil anterior, ou seja, sexta-feira, 18 de dezembro. Deixar para segunda-feira, dia 21, significa pagar em atraso.
| O que | Prazo em 2026 | Observação |
| 1ª parcela do 13º | 30/11 (segunda-feira) | Metade do salário, sem descontos |
| FGTS sobre a 1ª parcela | 18/12 | Recolhido junto com a folha de novembro |
| 2ª parcela do 13º | 18/12 (sexta-feira) | O dia 20 cai num domingo |
| INSS sobre o 13º | 18/12 | Pela DCTFWeb do 13º salário |
| FGTS sobre a 2ª parcela | 20/01/2027 | Recolhido junto com a folha de dezembro |
| IRRF sobre o 13º | 20/01/2027 | Retido do funcionário na 2ª parcela |
Posso pagar tudo de uma vez? Pode, desde que seja até 30 de novembro. O que não pode é pagar a parcela única em dezembro: nesse caso, a primeira parcela já venceu e a empresa está irregular.
E quem foi contratado durante o ano? Recebe o 13º proporcional: 1/12 do salário para cada mês em que trabalhou 15 dias ou mais.
Quanto o 13º custa de verdade para a empresa?
O valor do 13º é só o começo. Sobre ele incidem FGTS e, dependendo do regime tributário, a contribuição previdenciária patronal (INSS). É isso que faz o custo real ser bem maior do que o empresário imagina.
Veja um exemplo com um funcionário que ganha R$ 3.000 por mês e trabalhou o ano inteiro:
| Regime da empresa | 13º | FGTS (8%) | INSS patronal e outros | Custo total |
| Simples Nacional (Anexos I, II, III e V) | R$ 3.000 | R$ 240 | Incluído no DAS | R$ 3.240 |
| Simples Nacional (Anexo IV) | R$ 3.000 | R$ 240 | R$ 660 (cerca de 22%) | R$ 3.900 |
| Lucro Presumido ou Lucro Real | R$ 3.000 | R$ 240 | R$ 834 (cerca de 27,8%) | R$ 4.074 |
Os percentuais de INSS patronal são aproximados: incluem os 20% da contribuição patronal, o RAT (que varia de 1% a 3% conforme a atividade) e, no Lucro Presumido e no Real, as contribuições para terceiros (Sistema S, Incra, salário-educação). O percentual exato depende do CNAE da sua empresa.
Agora multiplique pela equipe. Uma empresa do Lucro Presumido com 10 funcionários nessa faixa salarial precisa de cerca de R$ 40 mil só para o 13º, além da folha normal de novembro e dezembro.
Dois pontos que costumam pegar o empresário de surpresa:
- Média de variáveis: horas extras, comissões e adicionais recebidos durante o ano entram no cálculo do 13º. Quem tem equipe comissionada paga mais do que o salário-base.
- Os descontos são do funcionário, não da empresa: o INSS e o Imposto de Renda descontados na 2ª parcela reduzem o que o funcionário recebe, mas não reduzem o custo da empresa. A empresa apenas retém e repassa esses valores.
Erros comuns que custam caro
Atrasar o 13º gera multa administrativa por funcionário prejudicado, aplicada pela fiscalização do trabalho, e o valor dobra em caso de reincidência. Já o FGTS e o INSS recolhidos fora do prazo têm multa e juros pela Selic. Os erros mais frequentes que vemos nas empresas são:
- Pagar tudo só em dezembro. A 1ª parcela vence em 30 de novembro. Juntar as duas em dezembro já é atraso.
- Descontar INSS na 1ª parcela. A primeira parcela é paga sem descontos. O INSS e o IR são calculados sobre o valor total do 13º e descontados apenas na 2ª parcela.
- Esquecer a média de horas extras e comissões. O funcionário pode cobrar a diferença depois, inclusive na Justiça do Trabalho.
- Ignorar o 13º proporcional nas demissões. Quem sai da empresa durante o ano recebe o 13º proporcional na rescisão, exceto em caso de justa causa.
- Usar o dinheiro dos impostos para pagar o 13º. É uma solução que só empurra o problema para janeiro, já com multa e juros.
Como se planejar para não ser pego de surpresa
A melhor forma de pagar o 13º sem sufoco é não tratá-lo como uma despesa de fim de ano, e sim como um custo que se acumula todo mês.
Se você ainda não reservou nada para 2026:
- Calcule agora o valor total do 13º da equipe, já com FGTS e INSS patronal (use a tabela acima como referência).
- Divida esse valor pelas semanas que faltam até 30 de novembro e 18 de dezembro, e separe em uma conta própria.
- Revise o fluxo de caixa de novembro e dezembro: renegocie prazos com fornecedores antes de pensar em empréstimo.
- Se precisar de crédito, compare o custo da antecipação de recebíveis com o de um empréstimo. Em muitos casos, a diferença de juros é grande.
Para 2027, crie uma provisão mensal. Separe todo mês 1/12 da folha (cerca de 8,33%) mais os encargos sobre esse valor. Na empresa do exemplo, do Lucro Presumido, isso significa reservar cerca de R$ 340 por funcionário por mês. Em dezembro, o dinheiro já está lá. O mesmo raciocínio vale para as férias e o terço constitucional.
Conte com a Nobile
Na Nobile Assessoria Contábil, calculamos o 13º de cada funcionário, com médias e proporcionais, cuidamos dos recolhimentos dentro do prazo e ajudamos você a montar a provisão para o próximo ano. Fale com a nossa equipe e feche 2026 com o caixa em ordem.
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