Nobile Contabilidade - Projeto de Lei que Acaba com a Jornada 6×1 e Reduz Carga Horária Avança no Congresso: O Que o Empresário Precisa Saber
Projeto de Lei que Acaba com a Jornada 6×1 e Reduz Carga Horária Avança no Congresso: O Que o Empresário Precisa Saber

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Projeto de Lei que Acaba com a Jornada 6×1 e Reduz Carga Horária Avança no Congresso: O Que o Empresário Precisa Saber

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O Congresso Nacional está prestes a votar uma das propostas trabalhistas mais relevantes dos últimos anos para o mercado de trabalho formal no Brasil: o fim da chamada escala 6×1, regime em que o empregado trabalha seis dias seguidos e folga apenas um, com redução progressiva da jornada semanal de trabalho.

 

O que está em discussão no Congresso

 

A proposta, que tramita como Proposta de Emenda à Constituição (PEC 148/2015) no Senado, aperfeiçoada pelo relator, já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e está pronta para ser votada em Plenário.

 

Se aprovada, essa PEC alteraria o artigo 7.º da Constituição Federal para:

 

  • Garantir dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente aos sábados e domingos.
  • Reduzir o limite máximo de jornada de 44 horas para 36 horas semanais, de forma gradual ao longo dos próximos anos.

 

A transição proposta prevê que, no primeiro ano após a promulgação, o tempo de descanso já aumente e a jornada comece a ser diminuída gradualmente até atingir 36 horas em quatro a seis anos.

 

Por que a proposta importa para empresários?

 

Essa não é apenas mais uma pauta trabalhista: trata-se de uma mudança estrutural na forma de organizar horários e custos de pessoal. Empresários que ainda operam com a jornada tradicional de 44 horas semanais, sobretudo em setores que utilizam escalas e turnos, precisam acompanhar os desdobramentos por vários motivos:

 

🔹 Reorganização operacional

 

Com menos horas semanais por empregado, empresas podem enfrentar a necessidade de remanejar equipes, ajustar escalas ou contratar mais pessoas para manter o mesmo nível de produção ou atendimento.

 

🔹 Negociação e acordos coletivos

 

Embora a proposta garanta a redução do horário sem reduzir salários, há espaço para acordos coletivos e negociações entre sindicatos e empresas para organizar compensações ou flexibilizações, o que aumenta a importância de assessorias especializadas e acordos bem estruturados.

 

🔹 Custo com horas extras e produtividade

 

Menos horas padrão podem significar um aumento na necessidade de horas extras ou aumento de mão de obra para preservar a produção. Isso requer análise de custo-benefício, revisão de processos produtivos e, em alguns casos, investimentos em automação.

 

Impactos diretos previstos:

 

✔️ Descanso semanal ampliado: passa a ser de dois dias, não mais apenas um.
✔️ Jornada reduzida gradualmente: de 44 para até 36 horas semanais.
✔️ Sem redução de salário: a proposta prevê que a diminuição da jornada não pode ser compensada por redução de remuneração.
✔️ Transição por anos: o prazo para implementação completa ainda está em negociação e pode se estender por alguns anos.

 

E agora? O que empresários devem fazer:

 

  1. Monitorar a tramitação: a proposta ainda precisa passar por duas votações no Senado e duas na Câmara.
  2. Revisar custos trabalhistas: antecipar cenários com 36h, ajustes de quadro de funcionários e impacto em folha de pagamento.
  3. Negociação coletiva estratégica: preparar cláusulas contratuais e acordos com sindicatos para adaptar a realidade do negócio.
  4. Consultoria jurídica e contábil: buscar orientação para evitar risco de passivos trabalhistas e otimizar processos.

 

Conclusão

 

Para os empresários, essa proposta representa muito mais que uma mudança legal, é uma transformação no modelo de trabalho, com impactos diretos na organização, custos e competitividade. Acompanhar de perto a tramitação no Congresso, preparar cenários de impacto e antecipar estratégias de gestão de pessoas será essencial para reduzir riscos e aproveitar oportunidades.